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Portugal no Mar Homens que foram ao Bacalhau

 

"A Saga Humana do Bacalhau - uma história lendária

 

As primeiras viagens ao bacalhau e a dependência externa

 

Portugal foi das primeiras nações europeias a armar navios para a pesca do bacalhau do atlântico. Mas é certo que os portugueses jamais dominaram a pescaria.


A dependência portuguesa das importações de bacalhau salgado seco exprime um modo de inserção no mercado internacional praticamente invariável entre finais do século XVI e a década de trinta do século XX. Nos séculos XVI e XVII o Estado Português já se interessava pelo comércio de bacalhau. A Coroa estabelecia direitos alfandegários e regulamentava o negócio. Desde então o produto mereceu uma apertada regulamentação estatal do abastecimento. Tendência que séculos depois, o Estado Novo iria reforçar por velhas e novas razões.


Nas primeiras décadas de Quinhentos, reuniram-se esforços e capitais na organização de frotas destinadas à pesca do bacalhau em Aveiro, Viana da Foz do Lima e Porto. Sem prejuízo das viagens patrocinadas por D. Manuel aos irmãos Corte-Real, a João Fernandes Lavrador e ao Vianenses João Álvares Fagundes, de início a Coroa manifestou pouco interesse na manutenção de uma rota permanente com a Terra Nova dos bacalhaus. Os custos e os riscos da empresa, como é bom de ver pelo destino trágico dos Corte-Reais, seriam excessivos. Ainda assim, por volta de 1520, gente dos Açores, de Viana e de Aveiro embarcou para povoar e colonizar as costas geladas da Ilha da Terra Nova.

 

Em 1578 ainda se podiam contar mais veleiros portugueses pescando nos bancos da Terra Nova do que barcas espanholas, inglesas e francesas. Poucos anos depois, porém, regista-se uma acentuada redução da frota portuguesa. 

 

... 

 

A hegemonia partilhada por franceses e ingleses no povoamento e colonização dos territórios costeiros orientais e insulares norte-americanos mais próximos dos pesqueiros indicia que a rota do bacalhau mudara de mãos. Em 1713, o Tratado de Utrecht, pelo qual a França cede a Inglaterra a Ilha da Terra Nova e territórios insulares adjacentes, reforça a hegemonia britânica nos circuitos mercantis, Portugal e Espanha consolidam a condição de grandes importadores."

 

Ficha técnica:

Coordenação | Álvaro Garrido

 

Texto | Álvaro Garrido

 

Imagens | Museu Marítimo de Ílhavo

 

Seleção e tratamento documental | Ângelo Lebre, Hugo Pequeno e Rosário Ribeiro, com o apoio de Cristina Domingues, Márcia Carvalho e Rosa Maria Coutinho (1ª edição) | Nuno Miguel Costa, Jorge Branco, José Vizinho, Hugo Pequeno (2ª edição)

 

Edição n.º 28009

 

1ª Edição | Maio de 2008

 

2ª Edição | Dezembro de 2016

 

Depósito legal n.º 419113/16

 

Capa e design | Sofia Travassos | Âncora Editora

 

Pré-impressão | Âncora Editora

 

Impressão e acabamento | Multitipo - Artes Gráficas, Lda.

 

ISBN | 980 972 780 583 9 | 980 972 8863 33 3

 

Apoio à edição | Fundação Eng. António Pascoal