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"A Antárctida sempre foi terra de mistério. Antes de ser descoberta e demandada por navegadores intrépidos, antes mesmo de inspirar narrativas de viajantes místicos, o "sexto continente" já existia na imaginação dos gregos. Mas só a partir do século XV alguns navegadores se aventuraram rumo aos mares do Pólo Sul, arrostando os rigores de um clima hostil, marcado por blizzards, ventos rijos que provocam tempestades de neve.

De difícil acesso e pobre de seres vivos, só no século XIX a Antárctida começou a receber a visita regular de viajantes oriundos da Europa e da América. Sucessivas expedições científicas, além das de caçadores de focas e baleias, começaram a ligar-se a tentativas de ocupação do continente por diversos países, depois que a aviação, século XX adentro, consentiu fazer uns poucos mapas e começou a revelar um continente inóspito mas menos pobre do que se julgava, em especial na sua orla oceânica, cuja plataforma continental se crê rica de petróleo e gás natural.

Desde que o Tratado Antártico, em 1959, determinou que toda a região a sul dos 60º de latitude podia ser explorada por qualquer país sem propósitos de reivindicação territorial, este bom exemplo de cooperação internacional fez da Antárctida um destino favorito para veleiros e velejadores. A lendários exploradores de uma terra e mares incógnitos, como Scott, Amundsen e outros, sucederam-se inúmeras expedições de europeus e americanos.

Como que olvidando toda a tradição marinheira dos lusos, só no começo do século XXI, a bordo do Lili II, quatro velejadores portugueses ousaram partir rumo à Antárctida, num percurso de 20 mil milhas que culminou na terra gelada, onde a tripulação permaneceu dezasseis dias, longos mas decerto inesquecíveis. Este belo conjunto de fotografias de Ana Paula Vizinho, jovem ilhavense com muitas horas de mar, são imagens infinitamente belas do "sexto  continente", espaço concreto e imaginário, feito de cores únicas, como se a beleza mais autêntica do planeta só pudesse habitar no fim do mundo.

A edição deste catálogo é uma forma de vencer o sentido efémero da exposição que lhe deu origem, que foi exibida no porão de salga do navio-museu Santo André entre maio e julho de 2004.

A publicação deste pequeno álbum constitui mais um passo na afirmação do Museu Marítimo de Ílhavo como uma casa da cultura do mar. Para tanto, pudemos contar com o apio generoso da Iate Aveiro, a quem agradeço vivamente.

Álvaro Garrido

Director do MMI"

 

 

Ficha Técnica:

 

Produção | Câmara Municipal de Ílhavo e Museu Marítimo de Ílhavo

 

Patrocínio | Iata Aveiro e Associação dos Amigos do Museu de Ílhavo (AMI)

 

Textos | Álvaro Garrido e Francisco Correia Marques

 

Fotografia | Ana Paula Vizinho 

 

Edição de imagem | Ana Paula Vizinho e João Mota

 

Digitalização, tratamento e impressão de imagem | Fábrica da Fotografia

 

ISBN |972-8863-04-7

 

Depósito Legal | 214703/04

 

Edição | Agosto de 2004